6 agosto 2021

Eis que deixamos tudo para te seguir

“Eis que deixamos tudo para te seguir”

O mês vocacional é um momento propício que a Igreja nos oferece para rezarmos e refletirmos sobre as vocações, pedindo que estejamos sempre dispostos a colaborar com a missão de Jesus Cristo. A vocação é um chamado de Deus a cada um de nós à Santidade. Por isso afirmamos que a Vocação fundamental de todo cristão é ser santo (cf. 1Pd 1, 15-16). As vocações específicas são, de maneira individual, o convite que Deus faz aos chamados à Santidade a bem viver sua vocação fundamental, levando em conta as suas condições, aptidões, dons e carismas.

As vocações específicas são identificadas como vocação sacerdotal, religiosa, matrimonial e laical. A vocação sacerdotal é o chamado que Deus faz aos jovens para o ministério sacerdotal, para que possam fazer às vezes do próprio Cristo, Bom Pastor, na Igreja e no mundo. A vocação religiosa é o convite que Deus faz ao coração da juventude, sejam eles meninos ou meninas, para que possam viver a radicalidade do Evangelho de Cristo seguindo um carisma específico de cada congregação religiosa. As congregações podem ser de vida ativa ou contemplativa e ainda as masculinas podem ser também de vida consagrada apenas ou sacerdotal, como é o caso dos Jesuítas e Monges Beneditinos.

A vocação matrimonial é o convite que Deus faz aos homens e mulheres para que através da aliança matrimonial possam dar continuidade à sua obra criadora fazendo desta aliança abençoada por Deus um espelho da relação esponsal de Cristo com a sua Igreja. Já a vocação laical é o caminho oferecido por Deus a muitos homens e mulheres para serem como que fermento no meio da massa, testemunhando a Cristo Jesus no meio da sociedade. A vocação laical pode ser de vida consagrada ou mesmo de aliança, casados ou solteiros, ligados por um carisma específico.

Contudo independente da Vocação a qual fomos chamados, a iniciativa de chamar é sempre de Deus em prol da nossa santificação e cabe a cada um de nós, na liberdade de filhos Seus, apenas responder, com generosidade, a esse chamado (“Vós não me escolhestes a mim, eu vos escolhi a vós e vos destinei para irdes dar fruto; e para que vosso fruto permaneça” – Jo 15,16).

A vocação pode ser entendida como um apelo divino onde Deus oferece sua graça e procura suscitar em nós uma resposta. Assim quem é chamado não perde sua liberdade, mas, de certo modo, com sua participação pessoal, configura a própria vocação, pela mediação de sua experiência de fé e de sua capacidade de discernir, junto com a Igreja Cristo, as formas concretas que deve assumir sua missão de serviço à esta mesma Igreja e à história dos homens (cf. CNBB, Vida e mistério…, n. 221.).

O Papa Francisco nos lembra que “as vocações nascem na oração e da oração; e somente na oração podem perseverar e dar fruto”, por isso intensifiquemos nossas invocações e súplicas a Deus para continuar chamando a nossa juventude à Missão na Sua Igreja.

Oração Pelas Vocações

“Jesus, Mestre Divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos de nossos jovens. Dai coragem às pessoas convidadas. Daí forças para que vos sejam fiéis como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do Povo de Deus e de toda a humanidade. Amém!”

Pe. Vanderlei Barcelos de Borba

Pároco

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